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Sexta, 16 Novembro 2012 15:59
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Bate Estradas Nº 41
GELERA PÁ
ISTO SÓ EM MUEDA – TRÊS E OUTROS DEZ
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BATE ESTRADAS

Informativo do NANAMUE

Grupo Nacala-Nampula-Mueda & Outros

N° 41 Ano 9 OUTUBRO / NOVEMBRO 2012

41ºENCONTRO (CONVIVIO DE NATAL)

01/12/2012

ARRUDA / V.FRANCA

Saída de Lisboa nas imediações da «Ex- Feira Popular», situada na Av. da República, ás 09h00 sem falta, em autocarro de grande turismo.

Preço -25,00 PAX.

*Deslocações do NORTE consultar a comunicação no verso

Quem quiser pode viajar de viatura própria ou emprestada.

Preço-22,50€ PAX.

CHEGADA PREVISTA Á OTA PELAS 10H00
NÃO ESQUECER SÁBADO 01-DEZEMBRO-2012

 

CONTACTOS

Zona Sul

JOÃO SILVA

917006755

Zona Norte

MIGUEL PARADA

966198202

 

MANUEL FERREIRA

966780711

 

* COMUNICADO

DESLOCAÇÃO DO NORTE

Em virtude de os custos para uma viatura de 25 lugares ser
incomportável (630 euros) e geralmente só conseguirmos
cerca de 20 utentes, somos forçados a, pela primeira vez nos
nossos convívios, não termos solução para transportar os
nossos camaradas vindos do Norte do País. Muito nos pesa
esta situação, pois além da falta que fazem na nossa Família
NANAMUE, não conseguimos encontrar solução. Esperamos a
vinda dos que possam deslocar-se em viatura própria e que
consigam arregimentar camaradas para completar a lotação
da viatura, se for caso disso.
Fica a promessa de que o convívio na Primavera será a Norte
para dividir o mal pelas aldeias.

 

PROGRAMA

SAÍDA DE LISBOA PELAS 09H00
(PORTA DA EX-FEIRA POPULAR)


VISITA AO CENTRO DE FORMAÇÃO MILITAR E TÉCNICA DA F.A.P
(EX-BA 2 - OTA)


CONCENTRAÇÃO JUNTO Á PORTA DE ARMAS DA BASE PELAS 10H00.
13H00 ALMOÇO (QUINTA DO CORAÇÃO)
18H00 DESPEDIDA E ATÉ AO PRÓXIMO ENCONTRO


 

GELERA PÁ

 

Que linda a praia que se estendia pelo areal de Fernão Veloso. Valia bem a caminhada, efectuada
sob o sol abrasador que sobre as nossas cabeças lançava os seus raios, a que nem a sombra dos
enormes e folhados embondeiros e cajueiros, carregados de frutos em que sobressaia a sua
castanha de cajú que mais tarde separada do fruto, descascada e torrada ia fazer a delícia das
papilas que as usavam como aperitivo ao álcool forte da Escócia, á agua de Lisboa e até ás
Laurentinas e afins. Desde a porta traseira do AB5, até á praia, era paragem obrigatória a palhota
do velho Amisse, onde de encomenda podíamos deglutir o belo leitão, a galinha de mato e até
quando o dinheiro chegava um belo chacuti com gazelinha de mama que era um regalo de estalar a
língua e de afoguear os beiços atacados pelo sabor acre, apimentado forte, do gindungo que o
negro cozinheiro de mais de cem anos de experiência, dizia ele, com ênfase e muito orgulho tinha
ganho na casa do velho Administrador do Lumbo, onde acessorado pela D. esposa do Sr.
Administrador, mulher de sábios conhecimentos nas artes da culinária africana, lhe facultava
conhecimento.
Ainda hoje, parece que estou a ouvir as arengas do Amisse, quando nós estávamos sequiosos de
saborear o seu palrar português em que a palavra mais pronunciada e muitas vezes por nós
repetida, era a famosa ESVIDENTIMENTE. Tinha ele, além daquele jeito tremendo para cozinhar em
condições técnicas paupérrimas, um gosto por contar as suas estórias quando verificava que a
audiência sabia estar atenta e beber as suas palavras arrevesadas, na mistura nativa que resultava
num taramelar delicioso de escutar e fixar os tempos passados e que não mais iriam voltar.
Quantas vezes junto àquela palhota, arrumava as minhas ideias ao som da máquina de costura,
gasta e sequiosa de óleo, para acalmar o seu chiar alegre que as correias e rolamentos faziam a
cada pedalada que um alfaiate negro, o Zarolho, fazia com uma agulha provavelmente já muito
romba de tanto ponto ter dado nas capulanas e outros tecidos, nos quais se incluíam as camisas e
bermudas que os Zés Especiais, mandavam fazer e que alguns levavam, já prontas, com a promessa
de no fim do mês liquidar com a ajuda do pré e risco de voo, mas que ficavam por pagar, dada a
velocidade com que as frescas notas, trocavam de mãos ao sabor da brisa que soprava, inebriante e
sempre saborosa.
Quando cheguei, ainda checa, o Amisse tinha o seu frigorifico a que chamava GELERA PÁ e que
funcionava a petróleo, o qual nunca consegui descobrir se era mesmo petróleo ou algum liquido
que fazia movimentar os motores dos aviões que ali tão perto roncavam forte e redondo quando
rolavam em esforço pela pista a caminho dos ares, já mais fresco lá no alto, do que ao nível do
chão. Mais tarde, após a minha primeira missão em Mueda, já o Amisse se lamentava que tinha
ficado sem a sua GELERA PÁ, pois a mesma tinha deixado de funcionar e a tinha entregue para
reparar a um electricista de centrais, meu camarada de armas e que a troco de umas almoçaradas
bem comidas e bem regadas a tinha reparado, mas que logo breve deixou de funcionar e o
electricista também deixou de aparecer, vá-se lá saber porquê, lamentava-se o velho de mais de
cem anos de tantas experiências feito. Vá lá saber~se porquê.
E então o Amisse inventou uma substituta para a sua muito lamentada e saudosa GELERA PÁ.
Aproveitando a caixa frigorifica, a envolvia exterior e interiormente com folhas de palmeira, a
enchia de água e de tempos em tempos mudava as folhas de palmeira, trabalho efectuado por um
jovenzinho que também fazia de mainato, lavando e passando a ferro a parca roupa de muitos
militares da Base e assim tinha o velho cozinheiro cervezinha fresca para dessedentar quem lá fazia
as refeições e aqueles que passavam a caminho das areias douradas e maravilhosas de Fernão
Veloso.

Luís Henrique (Hica)


ISTO SÓ EM MUEDA – TRÊS E OUTROS DEZ

Mueda, uma placa estreitinha uma pista velhinha e um clube do Zé Especial bem pequenino mas
muito acolhedor.
Ali se recebia toda a gente desde o mais competente oficial ao mais inoperativo dos militares.
Era domingo e tinhamos recebido pelo jornal A Bola (a bíblia do desporto), já mais que atrasada na
sua feitura, a notícia de que iriam jogar os dois maiores clubes de Portugal: Sport Lisboa e Benfica e
Sporting Clube de Portugal, que nessa época o clube dos "Andrades", ainda era um dos pequenos e
que pelo seu provincianismo quando passava a ponte D. Luís, levava sempre para "assar".
Contava o João Rita com a sua bonomia de algarvio inveterado uma das melhores anedotas jamais
pelos meus jovens ouvidos apreciada.
O comandante de A.M. tinha chegado pela primeira vez a Mueda e foi verificar que não havia
nenhuma mulher naquele cú de Judas e logo ficou perplexo e pensando como aquela rapaziada se
satisfazia nas suas necessidades sexuais e pior ainda como é que ele o iria fazer que isso o
incomodava pois se tinha como um garanhão de primeira lavra.
Tratou de chamar o sargento mecânico chefe de classe, homem de muitas tarimbas e que de
comissões por terras do Ultramar se podia gabar de ter estado nos 3 teatros de guerra e sempre nos
seus queridos teco-tecos e logo ali lhe fez a pergunta de como a rapaziada se satisfazia e se não via
mulher alguma, como se poderiam manter aqueles jovens em paz e sossego.
Lhe responde o sargento do alto da sua sabedoria: "saiba meu capitão que só nos podemos servir do
cozinheiro". O oficial jovem e homem de bastos escrúpulos, nem queria acreditar no que ouvia "O
COZINHEIRO" ? E não se calava, resmungando entre dentes, quase um doberman "O
COZINHEIRO" !!!!
Tempo passou e o oficial já não aguentando a aridez sexual a que estava devotado, 2 meses passados
sem carne de fêmea, foi tentado a chamar o sargento e pedir-lhe que arranja-se o tal cozinheiro, mas
que as coisas tinham que ficar só entre eles TRÊS.
Responde-lhe o sargento que entre só os TRÊS não podia ser pois que teria de ficar entre os TREZE.
Entre os treze ? Admirado e revoltado disse o oficial: porquê entre os TREZE?
Meu capitão entre nós os TRÊS E OS OUTROS DEZ QUE SÃO PRECISOS PARA AGARRAR O
COZINHEIRO.
Luis Henrique (Hica)

BATE ESTRADAS

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41ºENCONTRO (CONVIVIO DE NATAL)

01/12/2012

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Actualizado em Sexta, 16 Novembro 2012 16:32
 
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